segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Arlindo e Simone

Saudações a todos! Não é novidade que gosto de escrever sobre relacionamentos, mais especificadamente sobre comportamento nos relacionamentos.
Hoje deparei com um artigo em um site, onde é abordado os 5 términos de relacionamentos mais bizzaros na internet. Realmente, não sei se é de chorar ou de rir.
O fato é que esse artigo me lembrou da história de um casal bem próximo: Arlindo e Simone.
Mas se você pensa que vai ler uma história romântica de amor e superação, ou algo semelhante a Eduardo e Mônica da Legião Urbana, você está muito enganado, pare por aqui e acesse outro site. Pois vou apenas incrementar a história do artigo, que no final deixarei o link para quem quiser acessar.
Depois de saírem de relacionamentos complicados, Arlindo e Simone passaram a ser amigos, dando inicio a um relacionamento amoroso, digamos assim.
Simone sempre falou bem de Arlindo, tinha bom caráter, batalhador e parecia ser um namorado fiel, confiava nele. Mas o que Simone passou a perceber era a infidelidade virtual do Arlindo. Gente pode uma coisa dessas? Infidelidade virtual? Imagina a infidelidade ao vivo e a cores, mas vamos abafar o caso. Acompanhando o caso de Simone, constatei que ela tinha razão quanto ao Arlindo: ele nunca a respeitou, principalmente no ambiente virtual.
Simone acompanhava todas as insinuações feitas por Arlindo as “amigas” dele via facebook e cheguei a ponto de pensar que ela estava exagerando, mas não. Prova disso foi no dias dos namorados que ele colocou em seu mural uma foto dizendo que estava se alugando para o dia dos namorados, com direito a beijo e tudo mais. Ah, detalhe: eles não eram amigos no facebook, pois Arlindo não queria Simone bisbilhotando a vida dele. O motivo se explica por si só. Pode um absurdo desses? Alguém que dizia gostar dela, ter uma vida em comum, mas não a queria “bisbilhotando”? Fala sério, existe algum relacionamento onde não se compartilhe as coisas, as situações do cotidiano, o ombro amigo nas horas difíceis? Não sei vocês, mas para mim não existe. O que existe é carinho, companheirismo e cumplicidade.
Foi ai que fedeu. E cá entre nós, no lugar dela é pra montar no javali e sair rodopiando. E o que acabou com a relação foram as galinhagens do Arlindo no facebook, fora o que a Simone não descobriu. O interessante é que ele pensava que isso era uma simples bricandeirinha, na minha opinião e na opinião da Simone, de péssimo gosto! Coisa do tipo que mina uma relação. Relação tem quer alimentada e não minada. E após isso, foram inúmeras puladas virtuais de cerca. Para Arlindo isso não é traição, salvo quando for ao contrario. Aquela velha história de que pimenta nos olhos dos outros é refresco.
Concordo e apoio Simone: é traição sim. Homem que é casado ou tem namorada, tem que se dar ao respeito e respeitar a pessoa que está ao seu lado. Esse tipo de comportamento de Arlindo, de dar em cima das amigas e em cima das amigas das amigas, fala sério! E o pior: adicionando um monte de mulher que nem sequer viu na vida, é palhaçada. Acho ridículo o tipo de homem que prospecta o tempo inteiro. E pior ainda: prometendo presentinhos e marcando encontros com as amigas das amigas. Meu Deus, quanta infantilidade, quanta vontade se massagear o ego agindo dessa forma e se gabando para os amigos. Simone ficou magoada, tapada de nojo, mas aliviada por saber quem Arlindo sempre foi. O que dizer a uma amiga diante disso? Só pude dizer para excluir e deletar, assim ele dá os pulos dele e ela passa a dar os seus. Seja feliz com outra pessoa que saiba te valorizar.
E assim foi feito: decisão difícil de tomar segundo ela, porém necessária. Mas tudo passa tanto os bons quanto os maus momentos.
E assim foi, o pior já passou e Arlindo perdeu Simone por não saber respeitar. Ou não, Simone fez o que ele gostaria que ela tivesse feito.
Respeito não é algo unilateral, é algo a ser compartilhado com seu amor, dentro e fora da internet.
Agora vou rogar uma praga a todos vocês homens casados ou comprometidos que ficam dando em cima da mulherada na internet: desejo que vocês levem uma guampa bem cravada, e um pé na bunda bem dado.
E mulherada: nada de se abater, certamente tem muita gente legal por ai.
Nota: história não fictícia, os nomes foram mudados para manter a privacidade.

Link dos 5 tops bizzaros de término de relacionamentos na internet:
http://br.omg.yahoo.com/blogs/podeisso/top-5-t%C3%A9rminos-relacionamentos-mais-bizarros-da-internet-173027266.html

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Parabéns Oswaldo!

Saudações a todos! Gostaria de atualizar a história do meu último post, e informar que depois de tanto esforço e alguns corações partidos, sim, ele conseguiu: Oswaldo passou no exame da OAB. Gostei muito da noticia, afinal, depois de quase ter surtado estudando, nada mais justo que um resultado positivo: tanto esforço e dedicação resultou na sua aprovação.
Finalmente Oswaldo deixou de ser bacharel em direito para se tornar ADVOGADO.Era o que ele queria, e conseguiu!
Vamos desejar sucesso ao Oswaldo, que sua carreira seja muito promissora e que ele consiga se realizar na profissão. Felicidades a todos os “Oswaldos” aprovados no exame da ordem!
E mais um apelo a OAB: parem de destruir relacionamentos!











DEPOIS DE TANTO ESFORÇO E DEDICAÇÃO...




OSWALDO FINALMENTE CONSEGUIU! PALMAS PARA ELE!


segunda-feira, 22 de agosto de 2011

OAB: Destruindo Relações

Aposto que vocês devem estar se perguntado: a OAB, a Ordem dos Advogados do Brasil? Pois bem, respondendo: ela mesma! Vocês mulheres como eu, que encontraram o amor em um bacharelado em direito, mas que infelizmente se deram mal porque a OAB aplica provas tão difíceis que destroem toda a sua relação, juntem- se a mim contra esse órgão que é tão contrario ao amor! Vocês pensam que é brincadeira? Conheci uma pessoa que terminou casamento por causa dessa maldita prova que aprovou somente 7% dos candidatos no último exame.
Então vamos lá, vou contar minha história e vou dar o nome de Oswaldo ao meu personagem. Nossa relação até começou bem, pois ainda ele era um estudante de direito ambicioso, porém equilibrado. Rapaz divertido e romântico, que sempre tinha uma palavra de conforto para dar, e sempre atencioso. Não tínhamos grana para investir em grandes programas, mas companhia um do outro bastava. No final do ano passado, os problemas começaram: a OAB começou a assombrar a vida do Oswaldo, não só a dele obviamente, mas de muitos outros.
Oswaldo passou a ser agressivo, arrogante, petulante, intransigente, muito intransigente. Foi então que o “fantasma” da prova passou a assediar o rapaz: tudo na vida de Oswaldo se resumia em OAB, “se eu não passar nessa prova não terei profissão”, “se eu não passar nessa prova terei que me sujeitar a ser estagiário pro resto da vida” e por ai seguia as lamurias de Oswaldo. Pessoal, eu tentei ser solidária com ele, juro! O rapaz tirou férias para estudar, e eu apoiei.Até tirei uma foto dele estudando para futuramente postar no blog. Oswaldo estudava 12 horas por dia, e a partir daí degringolou de vez! Ele passou a me tratar mal, sempre irritado, sempre nervoso, e eu tentando ser compreensiva, solidária, não cobrando, tentando entender a situação delicada dele. Mas como tudo tem um limite, um dia chegou o nosso limite. Sim, o nosso limite: o meu e dele, o que implicou em dolorosa separação mal resolvida e para complementar não compareci na formatura do rapaz. Também pudera, eu não havia perdido nada por lá.
Baseada em minha experiência, dou alguns conselhos:
- Quer namorar um advogado querida? Certifique-se se ele já possui a carteira da OAB, caso contrário é roubada, cai fora enquanto é tempo.
-Sim, advogado o bacharel, tanto faz, alguns são muito arrogantes. Quer ficar com ele? Acostume-se com a sua arrogância e sarcasmo; eles julgam que a profissão deles é a melhor e mais digna do mundo.
-Sim, eles pensam que somente eles têm problemas! Não se assuste se ele te ligar e contar somente os problemas deles e julgando os seus menores, geralmente faz parte do perfil.
- Mas a coisa mais irritante: eles estão sempre testando você, sempre provocando! Eles não entendem que esse tipo de comportamento “mina”, estraga uma relação; e a relação deve ser sempre alimentada.
- Eles não medem conseqüências dos seus atos, isso é fato!
No mais, o relacionamento são todos iguais, o que diferencia uns dos outros, são casos como do Oswaldo que não conseguiram passar na primeira tentativa da prova maldita da OAB.
No mais penso em mudar o nome desse órgão, abaixo algumas sugestões:
*Oposição ao Amor do Brasil;
*Obstáculo a Afeição Brasileira;
*Odiamos o Amor no Brasil;
*Alvoroço do Amor do Brasil.
E assim segue, esses foram alguns nomes que pensei no momento. Quem quiser enviar sugestões, escreva. Vamos acabar com a corrupção do amor, vamos lutar contra órgãos que destroem casamentos! Vamos lutar por um exame mais justo e humano!

domingo, 26 de junho de 2011

A Verdade Nua e Crua


Sempre gostei de ouvir e observar as percepções das pessoas em relação a relacionamento, o que elas pensam? o que elas buscam em um parceiro? acreditam existir a tal alma gêmea? As questões são inúmeras, assim como as respostas.
Pois bem, nesta semana um velho amigo meu de Brasília/DF esteve em minha cidade para visitar parentes e amigos, eu estava inclusa nessa lista. Entre tantas conversas, começamos a falar sobre relacionamento, e não foi um papo de bêbado qualquer, embora eu ache que sempre se consegue tirar proveito de um papo com álcool na cabeça. Nossa grande questão: o que as pessoas buscam uma nas outras? Para ele as pessoas querem praticidade. Eu concordei com ele nessa questão, embora eu pense que relacionamento é construído e alimentado, no que ele concordou comigo também. É muito fácil ter um relacionamento prático, onde as pessoas não querem conviver com as diferenças uma das outras, sendo que, todos nós possuímos defeitos. Mas a praticidade de que falamos é outra: é aquela onde a confiança e o respeito são perdidos, onde a admiração também morre com eles, e não restando outra alternativa a não ser a separação, mesmo que ainda exista amor.
Ele me contou que procura tratar a parceira com carinho, porém não costuma agradá-la com nenhum presentinho em datas especiais. Eu quis saber o motivo de algo tão contraditório, ele explicou o seguinte: a partir do momento que eu passo a dar presentes, cartões e mimos, estou dando o direito de haver cobrança. Neste momento pensei estar com uma dose de álcool um pouco acima do normal na cabeça e fiz que ele explicasse essa parte novamente. Para o meu amigo, esse tipo de gesto acaba gerando uma expectativa nele mesmo, onde ele vai se sentir no direito de cobrar que sua amada aprecie o gesto dele, e ela não corresponda suas expectativas, ele vai se frustrar. Gente, que coisa maluca e contraditória, pelo menos para mim. Não penso que o meu parceiro deva me encher de presentes caros, mas penso que um pequeno gesto alimenta a relação. Nisso, ele concordou comigo: a relação deve ser alimentada por ambas as partes, mas para alguns, é mais fácil provocar um ao outro matando o sentimento aos poucos. A coisa mais triste que vejo em minha volta, são relações mal acabadas e mal resolvidas. Aquelas que um pequeno "ajuste" poderia ter sido conciliada com uma conversa, e que por tão pouco acabam, e ambos deixam para trás a chance de serem felizes, por falta de maturidade com uma dose de egoísmo. Que coisa mais bizarra! Porque deixar de ser feliz por tão pouco? Não é a toa que as pessoas estejam cada vez mais sozinhas. Para essas pessoas, elas querem um espelho de si mesmo no outro, e acabam atropelando tudo. Nunca li nenhum manual de "como aprender a namorar direito", talvez exitam boas dicas nesses manuais.
Outro ponto interessante da conversa: o caráter. A definição de caráter muda de pessoa para outra. Para mim aquela pessoa que não te olha nos olhos, além de covarde, possui um desvio de caráter. E a questão da traição, então nem se fala! Traição, não se resume em trair fisicamente seu parceiro com outra pessoa, embora seja a mais grave. Mentir, omitir, se insinuar a outras pessoas quando você já tem compromisso firmado com outra,que além de traição, é expor e desrespeitar quem está ao seu lado. Quando chegamos nessa parte, concordamos que a consciência de cada um muda quando lhe é conveniente. Chegamos a conclusão que as pessoas mostram quem elas realmente são, em pequenos gestos. Algumas se empenham em demostrar seu caráter e dedicação em grandes gestos, que acabam esquecendo de coisas tão pequenas e ao mesmo tempo tão importantes, que são as que tem mais significado. Pessoas que julgam suas atitudes as mais corretas do mundo são as pessoas mais feias e falsas. Cômico se não fosse trágico.
Meu amigo acredita que a vida é muito boa, mas assim como Roberto Carlos afirma, é preciso saber viver. E tem manual de instrução galera? Se houver um manual, creio que não seja confiável hehhehe... Mas ele deu algumas dicas, segundo as teses dele: 1°) Ele acha tudo bom, uma maravilha (na minha opinião, ele já estava bêbado quando disse isso). 2°)Se aceitar, sempre. Nesta parte considerei que ele não estivesse tão bêbado como pensei que estivesse. Se pararmos para analisar e analisar, e percebermos que se não estamos nos aceitamos, alguma mudança se faz necessárias, até mesmo porque toda mudança traz algum benefício. 3°)E finalizando: a vida não se explica, se vive (como ele foi inteligente nessa frase, fiquei chocada, hahahahahah). Posso resumir tudo isso com a seguinte frase: não tem necessidade de complicar, se podemos simplicar (não sei quem foi pior, eu ou meu amigo).
Semana passada li em algum site, que a alma gêmea existe, e não é aquela aquela pessoa toda certinha que concorda conosco em tudo. Dizia que a alma gêmea é aquela pessoa que é o seu oposto, onde os dois possam se comunicar, aprender e evoluir um com o outro. Concordei com a tal afirmação, afinal, se a nossa alma gêmea for certinha, for nosso fiel espelho, o que podemos aprender na vida? Seria uma relação totalmente estagnada. Isso não quer dizer que as pessoas devam se matar, se magoar para assim evoluir, por favor, não vamos levar as coisas ao pé da letra!
Mas sabe qual a verdade nua e crua? É que príncipes e princesas encantadas não existem, livros de auto-ajuda não resolvem nada. E a
mudança mesmo sendo necessária, parte de dentro pra fora, e sim, não é preciso renunciar muitas coisas para achar a pessoa especial e ser feliz ao lado dela. A verdade nua e crua, na minha opinião, é que a maioria prefere complicar a simplificar. Quanto tempo perdido!

domingo, 22 de agosto de 2010

Sexta-Feira 13, dia do azar ou apenas superstição?

Saudações povo! Eu confesso a vocês que até a última sexta-feira 13 não acreditava na associação sexta-feira com o número 13. Mas isso acaba de mudar. Sim, na próxima sexta-feira 13 eu não pretendo sair de casa. Fiz uma pesquisa básica sobre a sexta-feira 13, mas as crenças em torno desse dia são muitas, e quase confusas digamos assim. Mas não posso mais negar e não tenho dúvidas quanto a uma única coisa: a sexta-feira 13 é o dia do azar! E o detalhe é que não sou nenhuma supersticiosa. Bem, vamos lá, vou contar como passei a acreditar nesse dia azarento. Tiro o carro da garagem e lá vou eu, animada, cantante, feliz, alegre e saltitante, afinal hoje é sexta! Chega de correria, pelo menos até domingo. Tudo começa quando estou em uma avenida movimentada, porém com um engarrafamento de tirar o humor de qualquer pessoa com sangue de barata, mas ainda assim não desanimo, e continuo cantando feliz na vida! Depois de 50 minutos, e sem nenhum progresso no meu trajeto, começo a sentir uma onda de calor, sinto que o meu humor está acabando, e fui aos poucos deixando de cantar. Em seguida vem o meu momento de bobeira... Resolvo ameaçar ultrapassagem e um veículo enorme, que chamamos de ônibus pecha no meu lado, agora a bobeira foi embora e deu espaço para o pavor. Estremeci, não acreditei no que estava acontecendo. O motorista muito gentil desce e vem saber se eu havia me machucado, eu disse que não e em seguida perdi a voz. Os passageiros começam a descer e passam a me encarar, e eu pude ler os pensamentos deles. Eles diziam: vou te matar, sua louca, vou chegar mais atrasado(a) tudo porque você ameaçou ultrapassar. Neste momento eu respiro fundo e me preparo para o meu momento “cara de pau”, aquele onde passo a fingir que não é nada comigo, afinal, eu nem conhecia aquelas pessoas. Pego meu celular, viro pro outro lado, abaixo um pouco a cabeça, e começo a fazer as ligações necessárias. Agora vem o momento reage que a ficha caiu. Ligo pra casa, minha mãe atende e eu começo a contar a ela o ocorrido, e peço para ela chamar meu pai, mas ela estava impossibilitada de passar o telefone a ele, pois meu pai estava acordando e iria tomar o café dele ainda. Mas, como? Acabo de contar que eu quase me matei e a minha mãe me sugere que devo esperar pois meu pai iria demorar a sair de casa? Agora vem o momento fúria. Digo a ela que leve o maldito telefone até ele! Meu pai realmente pretendia demorar, ele disse que não sabe que horas iria sair de casa! Não defini quem era o mais sem noção, se era eu, meu pai ou minha mãe. Agora chega o momento em que a luz do meu juízo resolve ligar! Liguei para um amigo da família, um capitão aposentado da brigada militar, e pedi orientação a ele, pois acho que a minha fragilidade feminina resolveu aparecer. Ele me disse para ficar calma, eu respirei fundo e expliquei a ele que eu não estava nervosa, mas sim apavorada! Ele gentilmente me orientou. Me acalmei e atravessei o carro para a calçada. O azulzinho chega e logo pensei: agora vem o momento “incomodação”! Pobre rapaz, ele se aproxima e nota meus olhos cheios de lágrimas, prontas para rolar sobre minha face e disse: moça, por favor não chora, isso acontece todos os dias! Bom, pra piorar, uma moça do ônibus deslocou o ombro no momento da batida, o que significa que houve vitima e que significa que meu carro seria guinchado para o palácio da policia, então quem resolve é a brigada militar. O sargento da brigada se aproxima e ao me ver com os olhos cheios de lagrimas, diz: senhora, se acalme, não chora, isso acontece todos os dias, e quem está no transito esta sujeito. Agora chega o gerente da empresa de ônibus, e reconheço o senhor de cabelos grisalhos: amigo de longa data do meu pai. Ele disse que nunca lembraria de mim, pois ultima vez que me viu eu ainda era criança (cá entre nós, faz tempo, deixei ele pensar que eu tinha 18 anos). Para piorar a situação, o carro consta no nome do meu irmão mais novo, e começo a sofrer por antecedência, pensando em como tira-lo do trabalho para ir até o palácio da policia assinar a retirada do carro. Quando paro de maquinar essa possibilidade, eis que meu mano amadinho surge ao meu lado e pergunta: o que houve? Eu estava indo para o trabalho e vi o carro batido, ainda pensei quem era o FDP trancando o trânsito.
Um sorriso surge e digo a ele: que bom te ver, que saudades! Que sorte você passar por aqui. Pode trocar o pneu pra mim? Ele solidariamente suspira e faz o que pedi, mas ressaltou: sorte ou azar? O transito já estava parado, já estava atrasado para o trabalho e em seguida já tenho que trocar um pneu.
Mas sim, era sorte dando uma “alô”no meio do meu caos. La se foi meu carro no guincho, e eu chorando ao lado do meu irmão enquanto seguíamos o guincho, lamentando ate a falta de solidariedade do meu pai e da minha mãe, pelo menos meu irmão me mostrou que eles ficariam mais preocupados se fossem terceiros ligando a eles, então era sinal que eu estaria bem. Foi uma função, mas resolvemos tudo pela manhã. Enquanto meu carro fica pra conserto, estou usando o da minha mãe, mas detalhe: o pneu já furou, pois passei por cima de um prego!

CURIOSIDADES DA SEXTA-FEIRA 13:
**Este dia está associado a evolução de todo ser humano individualmente, mas, para a sociedade, pode representar agitação excessiva. Dia escolhido segundo a cultura popular, a Sexta-feira 13 é conhecida como " o dia do azar" ou de "usar amuleto no bolso". O treze corresponde a letra hebraica Mem, que representa o renascimento e a liberdade. Esta superstição também está associada ao fatídico dia em que o rei da França, Filipe o Belo, ordenou prender e matar todos os Templários (homens que se dedicavam a proteger os peregrinos que se dirigiam à Terra Santa) sob a acusação de feitiçaria.
**A superstição que envolve a Sexta-feira 13 surgiu com os romanos. Não tinha nada de azarento, mas, com o tempo, alguns fatos ocorridos nesta data, ano após ano, marcaram este dia, transformando a Sexta-feira 13 em um momento onde as pessoas deveriam tomar mais cuidado.
**Uma crença européia revela que nas "Sextas-feiras 13 as bruxas estão soltas". Segundo o folclorista Luís Câmara Cascudo, no Dicionário do Folclore Brasileiro, "o dia 13 é um número fatídico, pressagiador de infelicidades. A superstição de evitar 13 convidados à mesa é tradicional como uma reminiscência da Santa Ceia, quando Jesus Cristo ceou com os seus 12 apóstolos, anunciando-lhe a traição de um deles e seu próprio martírio".
**A palavra superstição primitivamente significava "vidente ou profeta". As superstições surgem como explicação para os fatos que desconhecemos. Quem comemora o aniversário em uma Sexta-feira 13 não deve ficar preocupado, pois o número 13 também simboliza o número dos anjos e da sorte
**A crença no azar da sexta-feira 13 pode ter começado com os antigos Vikings, quando numa cidade dos seus deuses e semi-deuses nórdicos (Valhalla) foi combinado um banquete para 12 convidados que deixou de fora Loki, deus do mal. Porém este apareceu no banquete e furioso começou uma luta onde o semi-deus Balder, o favorito dos deuses, foi morto. Daqui nasceu a superstição de que juntar 13 pessoas num jantar, trás a desgraça ou o azar.
**Numa outra versão nórdica, conta-se que Friga (que deu origem a Friday- “sexta”) a deusa do amor e da beleza , foi considerada bruxa quando as tribos nórdicas foram convertidas ao cristianismo. Como vingança Friga passou a reunir-se todas as sextas com mais 11 bruxas e o próprio demónio e os 13, assim reunidos, rogavam pragas ao humanos.
**Outra origem desta crença, e provavelmente a mais forte, pode ter nascido na era cristã, pois foram 13 os apóstolos que cearam com Jesus antes dele morrer, o que tornou num mau pernúncio, um jantar com 13 pessoas.
**Para esta superstição contribuiu, ainda, o fato de ter sido numa sexta-feira 13 (do ano 1307) que o Rei Filipe IV da França resolveu pôr em acção o seu plano para retirar poder e extreminar a ordem dos Templários, mandando prender, torturar e executar todos os seus Cavaleiros.
Fontes:
Site Terra Esóterico (http://www.terra.com.br/esoterico/monica/colunas/2006/01/13/000.htm)
Site Sexta-Feira 13 A magia e as superstições da Sexta-Feira 13
(http://www.sexta-feira13.com/significado-sexta-feira-13/)



A série do filme sexta-feira 13, conta a história do personagem e ícone de terror, o sanguinário Jason Voorhees , e depois dizem que esse dia não é azarento? Me poupem, isso é questionável!

terça-feira, 22 de junho de 2010

Globo e Sílvio de Abreu geram controvérsias em torno da profissão de Relações Públicas

No último dia 16, a Rede Globo levou ao ar uma cena da novela Passione, que deu o que falar entre todos os meus colegas Relações Públicas. Na trama, Saulo personagem de Werner Shunermann, durante o diálogo com Fred, personagem de Reynaldo Gianechini, oferece ao galã e vilão o cargo de Relações Públicas. O mais intrigante, e foi o que gerou polêmica principalmente no twitter, foi banalização evidente exposta da profissão durante a cena exibida. Durante o diálogo, Saulo e Fred discutem qual seria o melhor cargo para Fred na metalúrgica, e foi denominado que seria o cargo de Relações Públicas. Segundo Saulo, esse seria o melhor cargo para Fred pois o galã não entende nada de metalúrgica, mas poderia ter uma colocação na empresa, já que o personagem tem boa aparência, é articulado e persuasivo, o que seria o suficiente para o autor da novela, Silvio de Abreu definir que Fred poderia ser o Relações Públicas da empresa.
Evidentemente que não somente eu, mas todos os profissionais de Relações Públicas sentiram-se ofendidos. Também pudera, não é pra menos. Passamos anos estudando e tentando explanar aos leigos o que é ser um Relações Públicas, e após sermos diplomados é necessário ter um número de registro no conselho regional de Relações Públicas, para podermos exercer a profissão legalmente. Considerei total falta de respeito o modo que a profissão foi exposta na trama, afinal de contas, ficou claro que Saulo não tendo nenhum cargo disponível para Fred, naquele momento “descolou” o cargo de Relações Públicas, tratando como se fosse um cargo qualquer não exigindo grandes aptidões, como se não houvesse nenhuma responsabilidade sobre esse cargo.
Silvio de Abreu não deve ter se dado conta ou não se informou que para atuar como Relações Públicas é exigido no mínimo, ter formação superior. Isso foi exposto em rede nacional em horário nobre, suficiente para que a Globo e autor pudessem abordar a profissão de forma banal.
Certa vez quase discuti com uma amiga que mora em São Paulo, após receber um email dela querendo saber o piso salarial da categoria, pois ela faria entrevista de emprego para uma vaga de Relações Públicas. A primeira pergunta que fiz a ela foi se ela tinha formação nessa área e mais ainda, se ela possuía um número de registro que permitiria exercer a profissão. Deixei bem claro a ela, que esse tipo de pergunta havia me causado uma certa irritação, visto que dediquei alguns anos da minha vida na universidade, fazendo alguns sacrifícios para poder me formar. Acrescentei inclusive que era uma pena eu não saber para qual empresa seria a entrevista que ela faria, pois adoraria denunciá-la ao conselho regional. Chega de banalizarem nossa profissão, cansei de ver vagas em cadernos de emprego onde solicitam Relações Públicas com segundo grau completo.
No dia 19/06 após receber reclamações pedindo uma atitude, o Conselho Regional de Relações Públicas do Rio de Janeiro entrou em ação e enviou uma carta à emissora, reclamando que foi nítida a impressão de nomear o vilão como Relações Públicas em decorrência da sua boa aparência e boa fluência verbal, uma vez que o personagem não possui curso superior. Obviamente que Silvio de Abreu ficou a par da polêmica gerada em torno dessa questão, e afirmou em carta ao conselho que Fred vai ter outra função na empresa.
Entendemos que novela não passa de ficção, mas atitudes como acabam denegrindo a imagem da profissão, e entendemos principalmente que quanto mais a profissão for abordada de modo banalizado como foi abordado nesta novela, maior será a luta dos profissionais para garantir o devido reconhecimento e competência da profissão no mercado de trabalho. Somos antes tudo profissionais de comunicação social. E não desanimemos colegas Relações Públicas! Vamos continuar denunciando ao conselho quaisquer atitudes que venham a estimular a banalização em torno de nossa profissão!

Link da cena:
http://passione.globo.com/videos/v/saulo-fica-desconfiado-com-o-interesse-de-fred-na-metalurgica/1285036/#/cap

Repercussão da abordagem dada à profissão Relações Públicas
http://www.abril.com.br/blog/passione-novela/2010/06/21/apos-reclamacao-do-conselho-de-relacoes-publicas-silvio-de-abreu-esclarece-que-fred-nao-sera-rp/

domingo, 13 de junho de 2010

Você já foi hostilizado por ter formação superior?

Olá caros leitores, mais uma vez , fiquei um bom tempo sem escrever no meu querido diário, mas aqui está a Marilyn de volta.
O fato que me fez vir correndo escrever aqui, foi a pergunta: você já foi hostilizado por ter formação superior? Não? Mas eu sim! Então vim até aqui escrever pra ver se minha indignação diminui.
Bem, todos sabemos que na vida não existem garantias de nada, portanto, ter formação superior não significa que você vai conseguir um bom emprego. E aqui permaneço eu sem emprego, mas nunca desistindo de encontrar um. Há um mês atrás uma colega minha de faculdade apresentou a seguinte frase no seu subnick no MSN: preciso de teleoperadores. Eu fiquei curiosa e perguntei a ela do que se tratava, ela me explicou que era sobre a vaga num call center onde ela estava gerenciando, a carga horária de trabalho era de 6 horas diárias, obviamente que o salário não era o melhor do mundo, mesmo assim resolvi tentar, o que eu poderia perder? Trabalharia 6 horas diárias e o restante do dia, eu permaneceria procurando um trabalho melhor, pois admito: não era meu sonho de consumo trabalhar por muito tempo em um call center, mas como a minha amiga mesma disse: tenta, até conseguires algo melhor. Topei o desafio, e no outro dia fui conhecer a empresa, após a apresentação foi estabelecido que eu devesse iniciar na próxima segunda-feira.
No primeiro dia eu já havia notado o quanto era apertado o local, muita gente para pouco espaço, para sair da minha sala e ir ao banheiro, o restante da sala precisava se mobilizar para que eu pudesse sair, e até eu chegar ao banheiro, eu já havia pechado em umas vinte pessoas. Mas até então, a situação era temporária, pois estavam de mudança. Tudo bem , eu acostumo, pensei. Na segunda semana de trabalho, foi feita uma reunião, com os supervisores (um homem e uma mulher), eles agradeceram o empenho do pessoal na finalização de um processo que estava em atraso, e em seguida disseram que não iria tolerar serem retrucados, que isso era falta de respeito. Na hora não dei importância, até onde eu saiba eu não havia faltado com o respeito com meus supervisores e muito menos com meus colegas.
Na terceira semana, a supervisora entrou na sala onde eu permanecia trabalhando com minhas colegas, e me deu um esporro na frente de todos, detalhe: realmente eu não tive culpa na reclamação dela, simplesmente o sistema da empresa é lento demais. No mesmo momento eu disse a ela que não saia de casa para não concluir as vendas, e que o sistema estava muito lento e eu estava me esforçando, mas falei de modo respeitoso, inclusive expliquei a ela passo a passo o ocorrido, ela aparentemente entendeu naquele momento.
Pois bem, na saída do meu expediente, o supervisor me chamou pra conversar no corredor do prédio, pois não há espaço na sala. Ele iniciou a conversa dizendo que eu não estava em sintonia com o meu grupo, que ele não quer pessoas criando problemas, então ele estava me demitindo. E ele prosseguiu: você é soberba, você pensa que por você ter um nível cultural e social melhor que o das suas colegas, você está acima delas, aqui tem que ouvir as coisas e ficar quieto, e aqui não é lugar pra ti.
Eu perguntei a ele em que momento eu fui soberba, ele simplesmente não explicou e prosseguiu falando do meu nível cultural, então ele decide não me demitir, porém muda meu horário pro turno da tarde, onde ele seria meu supervisor. Eu aceitei, pois até então minha ficha não havia caído por completo, e eu estava um pouco sensibilizada com outros problemas.
No caminho pra casa, fiquei pensando nas coisas que ele disse, e obvio que conclui que essa conversa toda de ser soberba e ouvir e ficar quieta, foi porque eu justifiquei, e me defendi perante algo em que eu não tinha culpa. Mas fiquei pensando no porque ele tanto se referia ao meu nível cultural....obviamente que ele quis se referir ao meu nível acadêmico, e o social ele deve ter deduzido sozinho. Mas o detalhe que me intrigava: como ele soube que eu sou formada? Bem, minha amiga contou obviamente. Mas o detalhe que mais me intrigava ainda: ninguém, mas ninguém mesmo, nenhuma das minhas colegas sequer sabiam da minha formação acadêmica, eu nunca comentei com ninguém lá dentro. E porque eu iria comentar? Qual a importância que isso tinha naquela empresa?
Bem, eu não tenho culpa se a supervisora que me deu um esporro na frente das minhas colegas, não conhece bem a gramática e fala “menas” ao invés de menos, que culpa tenho eu se ela não sabe que “menas” não existe em hipótese nenhuma na gramática? E se depender de mim, vai continuar não sabendo, não sou eu quem vai contar a ela.
Na minha opinião bem sincera, nenhum dos dois tem postura e preparação para liderar, para serem chefes de alguém. A única coisa que estão preparados pelo que eu pude perceber, é para dar esporro e não ouvir os problemas que ocorrem na empresa, e também pra ter um bando de puxas sacos no pé. Gente, o chefe de vocês entra na sala beija e abraça as funcionárias, atira beijinho? Pois é, é isso que este senhor tem o péssimo hábito de fazer! Que coisa ridícula! Tem de existir uma certa postura entre chefe e funcionário, e também o respeito mútuo.
Quem afinal é este senhor pra me chamar de soberba? Ele por acaso sabe o significado dessa palavra? Ele me conhece o suficiente para concluir tal absurdo? Então, porque eu tenho formação superior, eu sou soberba? Poupe-me! Na minha opinião esse senhor, que não tem formação superior, e realmente isso não é da minha conta, teria se sentido ameaçado com a minha formação? Teria receio de perder o seu valioso cargo pra mim, que tenho nível superior? Não vejo outro motivo, pois no outro dia conversei com uma colega e contei o ocorrido. Primeiro, que ela não sabia da minha formação superior, depois que ela me garantiu que em não faltei com o respeito com ninguém lá dentro, inclusive com os supervisores. Bem, só pude deduzir isso mesmo.
Não preciso nem dizer a vocês que esse senhor ficou de olho em mim, e eu pra facilitar acabei dando mole, na última segunda-feira, cheguei atrasada 10 minutos. Bem, foi a deixa que ele esperava. Ele veio direto em mim perguntando: quero saber o motivo do atraso. E eu respondi: me atrasei, acabei perdendo o ônibus. Gente, eu nem me dei ao trabalho de inventar que a minha avó, ou algum parente meu, estava doente, porque eu nem avós tenho e é uma mentira de fato, e sou contra mentiras. Ele mais uma vez, e de maneira bem grosseira, repetiu: mas eu quero saber o motivo do atraso. E eu respondi: já disse, acabei perdendo o ônibus. E em seguida, ele já emendou dizendo que não estava dando certo, que onde se viu eu me atrasar, o resultado não estava sendo o esperado. Por incrível que pareça, eu não tive nenhum chilique, não tive vontade de justificar nada, nem de detonar esse homem dizendo tudo o que eu pensava e ainda penso ao seu respeito. Apenas disse: tudo bem. Vocês acreditam que ele começou a repetir tudo novamente? Que não estava dando certo, que o resultado não era o que ele queria e blablablabla; e eu com a maior tranquilidade disse: tudo bem, sem problemas.
O que me intriga, é que eu nunca havia chegado atrasada antes, enquanto que os meus colegas chegavam quase sempre, mas até então cada um cuida de si. Talvez o motivo de que não estivesse dando certo, é que eu ia pra lá pra tentar concluir o serviço e não ficar puxando no saco de um recalcado e ficar dando abracinho e beijinho nele. Mas fiquei sabendo no mesmo dia à tarde, foi que esse senhor entrou na empresa há dois meses atrás, exercendo a função de teleoperador como eu vinha exercendo, e que há apenas um mês atrás, havia sido promovido a supervisor, e que depois da “promoção” ele havia mudando muito o seu temperamento, havia deixado de ser humilde. Estranho mesmo, seu eu havia deduzido que ele temia que eu tomasse o seu cargo, depois de saber desse fato, eu concluo que foi isso sim, ele teve medo que eu tomasse seu cargo, já que eu tenho formação superior e sou amiga da sua chefe. Pergunto-me como pode existir gente assim, que para se manter ou subir, tem a capacidade de ficar puxando o tapete dos outros? Sei que não perdi grande coisa, mas eu poderia ter sido poupada dos absurdos que eu tive de escutar. Quer dizer que se eu fosse bem burra e ignorante, eu serviria para trabalhar com eles? Pois assim eles poderiam me pisar e me hostilizar e ainda assim eu ficaria quieta? Só pode ser. A mãe de uma amiga, ficou chocada com o meu relato, e ela acha que eu deveria processar esse senhor e essa empresa. Mas sinceramente, isso vale a pena? Vale a pena eu me desgastar com isso e protelar, ter que ver a cara desse homem mais vezes na minha frente? Não sei... mas será que assim como fez comigo, vai continuar hostilizando as outras pessoas? Realmente, não sei.